26 de março de 2010
Etiquetas
Filtro estético
11 de janeiro de 2010
Michael Kinsley quer textos mais direto ao ponto:
http://www.theatlantic.com/doc/201001/short-writing
10 de janeiro de 2010
24 de abril de 2009
Tags
O que é engraçado nessa história são os exemplos de tags que o Blogger menciona no campo apropriado: "patinetes", "férias" e "outono".

Quem é capaz de escolher exemplos assim?
Será algum blogueiro realmente precisa agrupar todos os seus textos sobre patinetes? Alguém de fato consegue escrever sequer um só texto sobre patinetes? Será que alguém já tentou escrever um ensaio sobre as implicações sociológicas do uso disseminado de patinetes ou um poema épico sobre uma infância sobre o brinquedo (que finge ser meio de transporte)? Imagina alguém arrasado, insone, obcecado em terminar o grande romance americano (sobre patinetes).
Um bom blog precisa ter os pés no chão, não sobre rodinhas de plástico que ficam rangendo.
Bom, eu poderia continuar aproveitando a estranha liberdade de poder escrever muito mais do que 140 caracteres, e debochar de "férias" e "outono", mas não há muito a acrescentar. (Exceto que ficar escrevendo ostensivamente sobre coisas assim parece muito imbecil e desinteressante.)
Por último, não acho que seja de todo "pointless" ficar criticando detalhes da página de postagem do Blogger. Um esboço da minha "crítica aos patinetes" reside na página de rascunhos do meu blogger desde agosto do ano passado. Mais de oito meses se passaram, e esses exemplos bobos continuam no ar. Quem sabe publicando esse texto, eu possa dar uma modesta contribuição ao início de um movimento na blogosfera pelo fim dos exemplos bobos de marcadores. Não custa sonhar.
Teste
Se você estiver lendo isso, não precisa imaginar mais. O recurso já é
uma realidade!
Amazing, bicho!
12 de março de 2009
Veja 40 Anos
11 de março de 2009
Safar
Safar-se???
Isso não é gíria de estudande do primário? Ou com a reforma ortográfica aproveitaram para fundir o português falado com o escrito?
Melhor ainda é imaginar alguém projetando "se safar".
Como um aluno bolando um esquema infalível para colar na próxima prova sem ser pego.
Vou ficar de olho na perfomance da empresa. Quem sabe o Valor ainda publica uma manchete como "CSU não escapa da crise e se ferra em 2009".
5 de março de 2009
Ops
(Mas, claro, os publicitários podiam ter sido um pouco menos preguiçosos e usado fotos originais. Teria saído um pouco mais caro mas se evitava esse mico.)
O engraçado mesmo é que exista todo esse clamor público por "fotos de praia autênticas". Nessa era de cinismo midiático disseminado, é curioso que alguém tenha expectatividas de rigor factual nesses anúncios litorâneos pega-trouxa. Praia sempre é uma roubada, mas isso é especialmente verdade no mediterrâneo espanhol, cuja economia nos últimos anos viveu de vender residências de veraneio para ingleses e agora, com o estouro da bolha imobiliária, não tem o que fazer com tanto estoque sobrando.
Vamos a la playa, ô o ô...
Local Hero
Novo post do SJL: sobre as inescapáveis reportagens sobre “hérois locais”.
For editors, stories of local heroes are a win-win; easy stories to assign, usually comes with art that can make A1 and quenches the readers' demands. The only thing that can top a story of a hometown hero is a kid with cancer. Editors and readers can't get enough stories of kid with cancer!
Corra Lolo, Corra
A turma do lobby pró-corrida adora desfilar os benefícios da atividade: “libera endorfina”, “dá o maior pique”, “levanta o astral” etc. Beleza. Então porque após dar uma corrida de cinco km e meia hora na esteira, tudo que eu sinto é uma irrestível vontade de deitar em qualquer canto (pode ser embaixo da mesa) e tirar uma boa sonequinha? Not fair. Eu quero todo o “gás” (sem trocadilhos, please) que me prometeram!
Verão

O calor gera conseqüências terríveis para as pessoas. Veja o caso da atriz Maristela Lofrano, de 27 anos. Como reporta o G1, ontem ela não "resistiu" ao calor e colocou um shortinho. Mari, é uma tragédia que o calor te impeça de usar a roupa que quiser, quando quiser. Por outro lado, por que pôr uma calça em primeiro lugar, se o shortinho lhe cai tão bem? Aproveite essa lição trazida pelas altas temperaturas do verão.
4 de março de 2009
Comparação
Não deixa de ser uma ironia triste. Enquanto Steve Jobs sofre de uma misteriosa doença metabólica que o deixa cada vez mais magro e incapacitado para trabalhar, Stephen Wozniak – o outro fundador da Apple – vai todo pimpão ser a obesíssima atração da próxima temporada de Dancing With The Stars. Na média, os dois dariam uma pessoa saudável.
2 de março de 2009
Uau
Numa história de ficção, o episódio seria inverossímil. Mas saiu na última Economist: dois juízes na Pensilvânia foram presos após admitirem que recebiam dinheiro de uma administradora de presídios privados todos os dias em que sentenciassem crianças para penas em centros de detenção juvenil da mesma. Uma menina de 14 anos ficou em cana por nove meses após revidar um tapa numa colega. Uma de 15 pegou três meses por ridiculizar a diretora da escola no MySpace. No seu julgamento, não teve direito a um advogado, apesar do direito constitucional de crianças terem um. O esquema durou sete anos e rendeu US$2,6 milhões aos juízes. Antes do esquema chegar nesse ponto, os juízes receberam sua comissão para sancionar a construção de uma prisão privada, além de mais uma graninha para decretar o fechamento da prisão pública local. Por estarem cooperando com as autoridades, até agora os donos da cadeia estão em liberdade.
(A Economist põe a culpa no fato dos juízes serem eleitos no Estado, e dependerem de doações para suas campanhas de partes interessadas.)
I.A.
20 de fevereiro de 2009
Maratona
“Inscrições Abertas. Novo Percurso passando pelo centro histórico de São Paulo. ( O percurso não será em looping ).”
O legal é a foto que acompanha, mostrando o pessoal correndo em círculo:
Por “percurso em looping” acho que eles se referem aquela manobra que os caças e o porco-espinho Sonic costumam fazer, dando um 360o em linha reta. Os maratonistas não devem ter ficado muito empolgados com a idéia.
Blossom!
Mayim Bialik era a nariguda bonitinha que protagonizou a sitcom Blossom de 1990 a 1995. Depois que a série acabou, ela sumiu: foi estudar neurociência na UCLA. Agora, aos 32 anos, terminou seu PhD e está retomando a carreira. Mais detalhes nessa entrevista ao AV Club. Taí um texto nostálgico para quem acompanhava no SBT essa sitcom levemente a frente do seu tempo.
19 de fevereiro de 2009
Mais Monstros
Continuando o post anterior: o drácula é meu monstro favorito. Uma figura trágica, condenada pela imortalidade a sugar a energia dos vivos para perpetuar sua própria decrepitude. Ao seduzir donzelas inocentes, é um artista ao mesclar Eros e Tanatos etc. etc. Como tantos já mostraram, dá para fazer boa literatura com o assunto.
Há muitos detalhes importantes que completam o personagem: fugir do alho, não refletir no espelho, dormir no caixão, caninos hiperatrofiados, fugir do sol: tudo isso é aceitável. A única coisa realmente absurda é se transformar num morcego e sair voando por aí. Aí é um exagero ridículo que podia ser excluído do canône.
Monstros Ltda.
Há um certo consenso sobre os integrantes do primeiro escalão de monstros ficcionais: Drácula, lobisomem, o monstro do Dr. Frankenstein, zumbis, fantasmas, alienígenas. Todos são escolhas confiáveis para fazer andar a história de um filme de terror.
Eu só não entendo o que os lobisomens fazem nessa lista. A idéia de um cara se transformar numa espécie de lobo em luas cheias não é mais ridícula que um conde imortal sedento por sangue, é claro. O problema é que não há nada de realmente assustador no primeiro caso, por mais extraordinário que seja.
Encontrar um cara metade lobo no meio da rua vazia, no meio da noite, claro que não parece muito legal, mas encontrar qualquer lobo convencional no mesmo contexto seria tão desagradável quanto.
O que de mais terrível um lobisomem pode fazer? Rosnar, morder, transmitir raiva? Toma uma vacina logo, dá uma coça no bicho, xô! passa daqui!, avisa o Ibama.
E o que ia acontecer com o lobisomem? A entrevista pro Fantástico ia causar sensação, claro. Ganharia algum dinheiro com comerciais e a autobiografia. Iria precisar de bons advogados e relações públicas para todos os episódios em que for acusado de morder alguém em noite de lua cheia. É uma perspectiva muito banal para um monstro de primeira grandeza. Ninguém iria ficaria sem conseguir dormir por uma atração de circo.
