8 de janeiro de 2009

Um comentário

Nathan Rabin, sobre Owen Wilson (num review de mais um filme ruim qualquer - são tantos - dele que ninguém viu):
(...) But the moment Owen Wilson signed to play the male lead, the film stopped being an Elmore Leonard movie and became an Owen Wilson movie.
Wilson turns Leonard's protagonist—an ex-con petty criminal memorably named Jack Ryan—into a loveable goof. Then again, Wilson turns every character he plays into a loveable goof. If Wilson were to play Joseph Goebbels, audiences would wind up thinking, "Wow, I never knew Hitler's chief propagandist was such an amiable slacker."

O escolhido pelas pessoas

Nem sei bem quem eram os concorrentes, mas eu acho que venceu o melhor. E o cara "mandou bem" na hora de agradecer o troféu:
Joining his cast-mates and producers on stage to accept the award, Laurie joked: 'I have no idea who these people are.
'This is just a small representative sample of the 200 or so people who worked so hard to make the show. They couldn't all be here because this is all the tuxedoes we've got.'
He added: 'This is a significant number because this is exactly the number of people who watched the show when it started going out five years ago.'

7 de janeiro de 2009

Links

Cada um pode escrever o que lhe der na telha em seu blog. Mas se quiser atrair e manter leitores, receber comentários e links em outros sites e sobretudo ser um membro respeitado na blogosfera, precisa seguir princípios mínimos de etiqueta e educação. Por isso é tão chocante ver um blog legal publicar um texto que não passa de um resumo de uma ótima reportagem recentemente publicada num jornal norte-americano sem dar o mínimo crédito.
Talvez tenha sido uma mera distração ou atropelo por falta de tempo, até porque o post de modo algum tenta esconder a origem do artigo, ao terminar com uma citação copiada diretamente do artigo original - ainda em inglês! Se for esse o caso, é até mais um motivo para se providenciar o link ao texto original, independente de outras considerações éticas, não só para dar mais credibilidade ao post, mas também para permitir aos interessados lerem a versão completa do artigo, redigida com muito mais preparo (por um autor de um bestseller aclamado no assunto). Também não é o caso de se criticar um blog por publicar tal resumo, muito pelo contrário. O assunto realmente é curioso, e o blog está fazendo um serviço útil ao divulgá-lo para mais pessoas.
Blogs existem para dar circular idéias rapidamente e por isso que é normal encontrar neles textos escritos de maneira mais apressada ou informal. Blogs podem cometer mais erros um jornal de grande circulação, é óbvio. Mas é por isso mesmo que os blogs precisam se preocupar até mais do que os jornais em citar fontes, de modo que nessa “circulação” de idéias a informação não seja truncada. Mais que isso, blogs nasceram para ser lidos na internet, e as fontes não precisam ser mencionadas em intermináveis notas de rodapé: basta fazer um link ao artigo original.
Porque em última análise é disso que consiste a internet: a geração contínua de links. Um blog precisa citar & linkar suas fontes simplesmente porque precisa que outros sites o citem & linkem também de modo que ele possa efetivamente existir na blogosfera e estabelecer sua audiência, relevância e reputação.
E nesse sentido, até mais importante do que mencionar o nome do autor do artigo e o jornal em que foi publicado, o blog tem que, quando for o caso, mencionar a fonte imediata em que encontrou a referência ao assunto, talvez outro blog. Como deve ter sido o caso nesse episódio. O resumo foi publicado cinco dias depois de o artigo original sair, curiosamente o mesmo dia em que o artigo havia sido mencionado, horas mais cedo, em um blog que justamente se destaca há tempo por diariamente pinçar links interessantes das mais diferentes publicações internacionais – e sempre menciona quando recebeu o link de outra pessoa.
Espero que tenha sido uma mancada excepcional do autor do blog, que por causa de resumo definitivamente não merece ser citado nem linkado. De qualquer forma, aqui vai o link do artigo original, que vale a pena ser lido.

Journalists

Ótimo blog: stuff journalists like. Inspirado no célebre stuff white people like, mas mais ácido:
Why do journalists like jargon? Because while it's true that many reporters are learned people, a good number of working, daily-grind journalists graduated from college with a major that probably didn't require much class attendance or brain power. History. American Studies. Liberal Studies. Sociology. And the granddaddy of all the questionable majors, Communications. It comes down to journalists wanting to sound like they actually learned something in college between the keg stands and drug binges.
(Esqueci de onde veio a dica)

30 de dezembro de 2008

Férias

Nesse período estranho entre o natal e o fim-de-ano, é fácil perder de vista as coisas mais importantes, como esse texto de dezembro do McSweeney's: YOUR BEST FRIEND IN A ROMANTIC COMEDY IS ALWAYS THERE FOR YOU.

Só um trechinho:

I'm so glad you met me for drinks in this funky downtown watering hole that plays well-known contemporary hip-hop songs. By the way, mazel tov on your promotion at that chic company you work for, girlfriend—a round of sake on me! Boy, as a wisecracking half-Japanese, half-black Jewish woman, I love being a nonthreatening "ethnic" blend, because I get to order exotic foods and say all these trailer-worthy one-liners.

19 de dezembro de 2008

Link

Jessica Hagy tem um dos blogs mais legais que eu conheço. Chama-se Indexed e tem uma fórmula simples. Todo dia útil, antes ir trabalhar como publicitária como especialista em cultura americana, Jessica posta um simples gráfico ou diagrama feito a mão retratando de maneira engraçada o que lhe der na telha. Frequentemente saem umas sacadas ótimas, cheias de insight. Tanto que virou um livro de sucesso.
O post de hoje é menos irretocável*, mas vale serve como ponto de partida na exploração do arquivo do blog.
* Afinal, já se postulou, uma grande quantidade de ciência começa a parecer com magia. Acho que falta um ponto de inflexão no final da curva...

18 de dezembro de 2008

Pessoa do ano

Interessante a história de como surgiu o “prêmio”* de pessoa do Ano da revista Time. Em 1927, os editores do semanal estavam comentando sobre como tinham deixado de cobrir devidamente o evento histórico que foi a travessia do Atlântico por Charles Lindbergh, até que alguém teve uma idéia: “porque a gente não coloca ele numa capa no final do ano e declara ele o homem do ano?. Colocaram a foto, colou a idéia. A propósito, a escolha de 2008 não causou muita surpresa: Barack Obama.

* Na verdade não é um prêmio, é um "destaque a pessoa que mais causou impacto nas notícias no ano", seja um cara bacana ou um completo loser, como Hitler (Capa de 1938) ou Stalin (duas capas na década de 1940).



17 de dezembro de 2008

M.G.

Saiu artigo novo do Malcolm Gladwell na New Yorker. Como de costume, é muito interessante e merece ser lido. Trata da dificuldade de se contratar as pessoas certas quando todas as informações disponíveis simplesmente não servem para identificar quem vai "performar" melhor ou não. O eixo da reportagem é a análise de pessoas responsáveis por selecionar arremessadores (quarterbacks) para o futebol americano profissional, professores de jardim de infância e consultores financeiros. Em todos os casos, o que Gladwell enfatiza, é que a performance efetiva dos profissionais só pode ser mensurada e prevista depois que eles começaram no trabalho; nenhuma informação antecedente realmente serve para destacar quem vai se sair melhor ou pior. Levando em conta a constatação de que a qualidade do professor é o grande fator determinante da qualidade de ensino dos alunos, Gladwell procura entender como deveria ser a melhor maneira de se recrutar professores. A conclusão que ele chega é simples: em vez de se buscar professores cada vez mais qualificados, o que se deve fazer é estabelecer uma qualifição mínima, e entrevistar, testar, treinar (e descartar) na prática o maior número possível de candidato, até sobrarem os melhores. Não me parece uma idéia muito surpreendente (cheguei na mesma conclusão ao recrutar estagiários (é díficil descobrir qual moleque de 19 anos que nunca fez nada vai se mostrar um craque)), mas a maneira como Gladwell constrói uma narrativa de de 7 páginas A4 que não dá para parar de ler mostra que o recrutamento de repórteres da New Yorker (gestão Tina Brown at least) funciona bem. Ah, claro, o link: Annals of Education: Most Likely to Succeed: Reporting & Essays: The New Yorker

2 de dezembro de 2008

disco

Como não ficar interessado em um disco cuja resenha começa desse jeito?
What could be more shocking from a once-radical group of Marxist punks than an album of bubblegum rock?... The (International) Noise Conspiracy—a band that once wrote songs with titles like "Capitalism Stole My Virginity" and "Abolish Work"—is now singing of optimism, relationships, and Beverly Hills.

Horóscopo

O único horóscopo que vale a pena ler é o do The Onion:

Sagittarius November 22 - December 21

Don't let other people influence your future. That's what a vague and arbitrary set of cosmic indicators is for

Gemini May 21 - June 21

Your passionate lovemaking will wake up the neighbors this week, making it a lot harder for you to have sex with them.