20 de fevereiro de 2009

Maratona

Ironia fácil. Propaganda da “Meia Maratona Internacional de São Paulo” mandada por email. O texto destaca:

“Inscrições Abertas. Novo Percurso passando pelo centro histórico de São Paulo. ( O percurso não será em looping ).”

O legal é a foto que acompanha, mostrando o pessoal correndo em círculo:

Por “percurso em looping” acho que eles se referem aquela manobra que os caças e o porco-espinho Sonic costumam fazer, dando um 360o em linha reta. Os maratonistas não devem ter ficado muito empolgados com a idéia.

Blossom!

Mayim Bialik era a nariguda bonitinha que protagonizou a sitcom Blossom de 1990 a 1995. Depois que a série acabou, ela sumiu: foi estudar neurociência na UCLA. Agora, aos 32 anos, terminou seu PhD e está retomando a carreira. Mais detalhes nessa entrevista ao AV Club. Taí um texto nostálgico para quem acompanhava no SBT essa sitcom levemente a frente do seu tempo.

19 de fevereiro de 2009

Bomba!

A Folha Online vem com uma manchete explosiva: Excesso de veículos causa congestionamentos em São Paulo

Acho que amanhã eles vão revelar que o Brasil sofre com a corrupção endêmica.

Mais Monstros

Continuando o post anterior: o drácula é meu monstro favorito. Uma figura trágica, condenada pela imortalidade a sugar a energia dos vivos para perpetuar sua própria decrepitude. Ao seduzir donzelas inocentes, é um artista ao mesclar Eros e Tanatos etc. etc. Como tantos já mostraram, dá para fazer boa literatura com o assunto.

Há muitos detalhes importantes que completam o personagem: fugir do alho, não refletir no espelho, dormir no caixão, caninos hiperatrofiados, fugir do sol: tudo isso é aceitável. A única coisa realmente absurda é se transformar num morcego e sair voando por aí. Aí é um exagero ridículo que podia ser excluído do canône.

Monstros Ltda.

Há um certo consenso sobre os integrantes do primeiro escalão de monstros ficcionais: Drácula, lobisomem, o monstro do Dr. Frankenstein, zumbis, fantasmas, alienígenas. Todos são escolhas confiáveis para fazer andar a história de um filme de terror.

Eu só não entendo o que os lobisomens fazem nessa lista.  A idéia de um cara se transformar numa espécie de lobo em luas cheias não é mais ridícula que um conde imortal sedento por sangue, é claro. O problema é que não há nada de realmente assustador no primeiro caso, por mais extraordinário que seja.

Encontrar um cara metade lobo no meio da rua vazia, no meio da noite, claro que não parece muito legal, mas encontrar qualquer lobo convencional no mesmo contexto seria tão desagradável quanto. 

O que de mais terrível um lobisomem pode fazer? Rosnar, morder, transmitir raiva? Toma uma vacina logo, dá uma coça no bicho, xô! passa daqui!, avisa o Ibama.

E o que ia acontecer com o lobisomem? A entrevista pro Fantástico ia causar sensação, claro. Ganharia algum dinheiro com comerciais e a autobiografia. Iria precisar de bons advogados e relações públicas para todos os episódios em que for acusado de morder alguém em noite de lua cheia. É uma perspectiva muito banal para um monstro de primeira grandeza.  Ninguém iria ficaria sem conseguir dormir por uma atração de circo.

Nova experiência

Opa, essa história de “novas experiências” não pega bem, mas no caso me refiro ao novo Windows Live Writer. Belo programinha para escrever posts offline. É sempre uma surpresa quando a Microsoft acerta uma.

Digestão

Está díficil escrever hoje. Não é novidade, mas a desculpa é boa: uma epopéia gastrônomica. Na ótima churrascaria argentina 348. A seqüência foi longa. Pães com alho quentinhos, lingüiças de chorizo picantes, empanada de carne com uvas passas, uma salada completa com alcaparras gigantes, um ojo de bife (o miolo do contrafilé) perfeitamente mal passado, um arroz parrileno e para completar, panqueca de manzana com castanhas torradas inesquecível.
O problema é agora ter que acompanhar acordado a digestão de tudo isso.

16 de fevereiro de 2009

O futuro do Jornalismo

Assunto divertido para comentar. Reportagem do WSJ mencionada pelo Gawker conta a história de Michael Precker. Formado em Columbia, correspondente no Oriente Médio por 11 anos, indicado ao prêmio Pulitzer. Em 2006, preocupado com a crise no setor, decidiu largar o jornalismo para gerenciar as comunicações de um clube de strip-tease.
No Lodge, ele escreve press-releases e cuida das propagandas. Até fez um novo slogan: "For the finer things in life." (Subsituindo "Where a man can be a man.")

13 de fevereiro de 2009

Veja bem

Veja bem, a combinação de quatro noites seguidas de pouquíssimo sono com quatro cafés espressos seguidos não funciona na prática tão bem como pode parecer na teoria. A cafeína não anula simplesmente o sono, apenas deixa o cara com o mesmo sono só que mais zonzo, incapaz de se concentrar mais seriamente.
Com isso completo minha série: achar uma desculpa diferente todo dia para não escrever de verdade! Ganho 500 pontos e disparo no ranking global da procrastinação.
Amanhã vou estar legal e preparo uma piada elaborada sobre pessoas que arriscam a mão em portas de elevador pelos colegas. Aguardem.
Querem mais um páragrafo incoerente sobre o que me levou a dormir um total de 20 horas nas últimas quatro noites?

12 de fevereiro de 2009

Perdeu!

(Esse post é para todas as pessoas que não assinam o blog do Jon Wertheim.)
Olha o que você perdeu na edição dessa semana:

O que faz tenistas desistirem da aposentadoria:
A few years ago, I was talking with Martina Hingis about her "un-retirement." She essentially said that at first you love the break. You wake up when you want, eat what you want, start a relationship without worrying what happens when you leave for that Asia and Australia swing for six weeks. But eventually, this reality bites: you can ski, but you'll never be a world class skier. You can commentate but you'll never be the best. Eventually you gravitate back to your true gift.
Porque Nadal, gladiador implacável dentro de quadra, é um cara tão gente boa quando o jogo acaba:
But I think the biggest influence is Uncle Nadal, or "Uncle Hard Ass," as Pete Bodo and I have taken to calling him. I think the Republic of Tennis has grown skeptical of the relative-cum-coach. But in this case, the player's uncle not only possesses a first rate tennis cortex, but also is one of the coaches who shapes lives. At an early age, he impressed upon Nadal that "just because you can hit a tennis ball well doesn't mean you're better than anyone else."
As Nadal ascended the org chart, there was uncle to make sure the kid stayed humble. A promoter offers to fly Nadal and his camp to a tournament. No thanks, says Toni, we already bought train tickets. Nadal goes to the practice courts at the 2008 U.S. Open and realizes he's forgotten his water bottles in the locker room. Never mind the eager volunteer happy to assist the tournament's top seed; Uncle T. (Raffa = Christopher Moltisanti?) makes his nephew run back and get it. A doctor offers to see Nadal immediately; no, says uncle, he'll take a seat in the waiting room like every one else.
You could write an entire chapter about Nadal's pleasant off-court personality and how jarringly at odds it is with on-court ferocity. But give the kid his due. He not only challenges Federer's skill but also gives him a run in the mensch department.
Que fofo:
Don Maddigan of St Simons Island, Ga.: I know Federer has many well-wishers for a return to form in 2009. Not the least of whom is my three-year-old son who twice last week during bedtime prayers asked God to bless Federer. I also heard him refer to Federer as Feddy-poo.